quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Avanço da Segurança Eletrônica pode inibir crimes de feminicídio no Brasil

O setor de segurança eletrônica vem crescendo de forma acelerada em todo o país. A expansão média anual foi de 8% nos últimos cinco anos e em 2017 a expectativa ficou acima de 5%. Em 2016, distribuidores, indústrias e empresas de serviços que operam no setor movimentaram R$ 5,7 bilhões de reais.


O caso recente da Advogada Tatiane Spitzner, que caiu do quarto andar de um prédio em Guarapuava-PR, coloca novamente o monitoramento de câmeras de segurança no centro da perícia e da investigação policial e revela a importância da segurança eletrônica para resolução de crimes hediondos no Brasil.
As imagens capturadas por câmeras de segurança do prédio onde a advogada morava com o marido registraram momentos antes de sua possível queda e chocaram a população pelo conteúdo violento. Esta não é a primeira vez que câmeras de segurança contribuem para solução de crimes, principalmente contra a mulher. No caso da ex-vereadora Marielle Franco, que foi assassinada no Rio de Janeiro, a polícia também contou o suporte de imagens de câmeras que acompanharam o trajeto percorrido por Marielle antes de sua morte.
Muito além de auxiliar na resolução de crimes está o potencial de vigilância das câmeras relacionado com uma possível inibição de práticas de violência pública contra a mulher. É o que revela o especialista em segurança, Glauco Tavares, que dirige o Grupo RG Brasil – que está entre as 10 maiores empresas de segurança do país.
"Estas imagens, que perturbam a opinião pública, mostram muito além da horrenda violência praticada em cada uma das cenas gravadas. Elas registram uma realidade cruel pela qual passa o Brasil com relação aos crimes cometidos contra mulher. Homicídios qualificados, motivos torpes, uso de meio cruel que impossibilitam a defesa das vítimas em razão do gênero feminino – o que se chama de (feminicídio)", afirma Glauco Tavares.
Para o especialista, o avanço do setor de segurança eletrônica – com expressivo aumento de investimentos em câmeras de monitoramento – pode representar um primeiro passo para redução do feminicídio e muitos outros crimes cometidos contra a mulher no Brasil. É também um importante fator inibidor de práticas machistas em ambientes públicos.
"Ter mais presença de câmeras nas ruas já tem sido um investimento importante realizado por gestores públicos. Na esfera privada, o uso desta modalidade de segurança é cada vez maior. Certamente caminhamos para uma inibição de práticas de violência, principalmente contra a mulher. A sensação de segurança provocada por câmeras conta muito na hora destas mulheres andarem pelas ruas ou até mesmo entrarem em lojas comerciais. De outro lado, as câmeras intimidam quem pretende causar algum mal", pondera Glauco Tavares.
Autoridades em todo o país tem anunciado uma diminuição da prática de vandalismo e crimes hediondos a partir da instalação de câmeras de monitoramento. Em Santa Catarina, por exemplo, uma iniciativa inédita na Segurança Pública do Estado anunciada em maio deste ano mostra o quanto o uso de câmeras é importante. Segundo divulgado os policiais do Estado contarão com câmeras portáteis fixadas em seus uniformes e com o monitoramento das imagens.

*Glauco Tavares tem mais de 20 anos de experiência em Segurança, é sócio-diretor do Grupo RG Brasil, uma das maiores empresas de segurança de Goiás e presente em todo o país. É especialista em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, graduado em análise de sistemas e têm cursos em áreas como licitações, gestão eletrônica de segurança privada e planejamento tributário.

Rebecca Grinns
Assessora de Imprensa

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