sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Análise do 1º debate de Jair Bolsonaro


Conforme mencionei em algumas crônicas atrás, essa Eleição de 2018 está sendo a mais distópica de todas as anteriores que acompanhei ao longo de meus cinquenta anos de idade! Digo distópica porque tudo o que se vê aqui é a antítese de tudo o que “deu certo” dentro da expertise dos renomados marqueteiros políticos.
No primeiro debate da TV BANDEIRANTES ontem (09-08-18) o que se viu é a tradução de todas as minhas teses que escrevi anteriormente. É um tal de candidato que se apresentar sendo “a nova política”, porém faz acordo com a “nata da velha política” chamada de “centrão” (nome inventado por Lula, lembra?) que é o caso de GERALDO ALCKMIN (PSDB). O cara falou... falou... falou... Mas o eleitor do lado de cá da telinha não entendeu nada. Tivemos também uma senhora que na sua primeira parte, ao se apresentar, conseguiu ter mais coerência do que a maioria que “bla-be-jou.” MARINA SILVA (REDE) disse nas primeiras palavras de sua apresentação que “é um imenso prazer estar aqui novamente com você depois de quatro anos...” Será que ela finalmente reconheceu de fato que ela só aparece à população brasileira de quatro em quatro anos? Teve candidato apresentando mais butox na cara murcha que ideias novas como foi o caso de ÁLVARO DIAS (Podemos), que usou de oportunismo ao mencionar a pessoa do JUIZ SÉRGIO MORO em seus discursos e promessas. Teve um inusitado “cangaceiro” vindo lá do Ceará de nome CIRO GOMES (PDT) que apresentou sua principal meta de governo: “tirar todos os endividados do SPC e Serasa” (risos) provocando o pavor dos empresários lojistas e dos investidores da Bolsa de Valores! Para nós (eu e você que entendemos razoavelmente de política) o Ciro provocou umas boas risadas até porque vemos nele não só a caricatura de um Carl Marx à moda tupiniquim (aquele do tipo idiota que inventa algo para sempre dar errado e passar vergonha) mas um cabra desesperado atirando para todos os lados na ânsia de ganhar votos, inclusive dos endividados que fazem de conta acreditar em sua sórdida imbecilidade. Tivemos um GUILHERME BOULOS (PSOL) que mais parecia com o LULA em tempos que era um simples líder sindical. Boulos falava gritando com voz áspera achando que mete medo em todo mundo, mas numa primeira rugida do “LEÃO” JAIR BOLSONARO (PSL) enfiou o rabo entre as pernas e ficou na geladeira durante cinquenta minutos caladinho. Isto porque o vexame que ele passou foi tão grande ao se atrever a acusar o MITO de tudo o que ele não é que até a direção do debate resolveu coloca-lo de “castigo” igualzinho a um menino travesso em sala de aula. Nenhum dos outros candidatos quis fazer-lhe pergunta alguma e até os jornalistas debatedores assim também o fizeram. Teve um “anão de jardim” (não falo de sua baixa estatura, tão pouco de sua careca, mas sim de sua baixa capacidade de se comunicar com o povo) de nome HENRIQUE MEIRELES (MDB). Ele só fazia de conta que nunca trabalhou para o Governo Temer. Só que essa disparidade não colou! Tivemos também um crente fervoroso (do tipo assembleiano, bem canela de fogo) que se comportava mais como se estivesse num púlpito de uma igreja do que num debate presidencial. Mas não é que o “penteca” CABO DACIOLO (PATRIOTAS) que historicamente começou sua carreira no PSOL para quem não sabe. O cara deu um suador no Cirão! Ele botou até o cearense para mentir quando fez pergunta: “Ciro, o que você acha do FORO DE SÃO PAULO?” E ele respondeu com o jeito mais cínico que eu já vi: “Nunca conheci e nem sei do que você está falando!” DACIOLO vociferou na sua tréplica: “Se eu for eleito, o Comunismo aqui não vai ter vez!”
Por fim, agora vamos falar do cara que venceu o debate: JAIR BOLSONARO! Ele conseguiu fazer algo inédito: colocou um esquerdopata fedorento e invasor de terra particular no seu devido lugar, com a cara no chão e de quatro! Oras, o rascunho mal desenhado de Lula começou sua fala acusando JAIR BOLSONARO de tudo o que ele não é. Foi um festival de ofensas e ainda por cima com uma falsa acusação de uma suposta funcionária laranja que tomava conta da sua “mansão” em Mambucaba, litoral sul do Rio de Janeiro. Bolsonaro NUNCA teve mansão e tão pouco funcionária fantasma. O MITO respirou bem fundo e calmamente desmentiu a fakenews da Folha de São Paulo sobre a tal funcionária laranja. Depois da explicação, ele se virou para o apresentador do debate e para a direção dizendo que ele estava alí para debater ideias e não ficar discutindo com um invasor de terras desqualificado, referindo-se a Guilherme Boulos do PSOL. 
Na verdade o que eu vi foram candidatos fugindo de um confronto direto com JAIR BOLSONARO que de fato é um candidato diferente do script das últimas eleições. Nenhum de seus opositores sabe atingi-lo até porque quando alguém se mete a ousado em bater de frente com ele, nos finalmentes acaba é o fortalecendo ainda mais. Foi o que aconteceu com o Boulos que se meteu a besta em “chama´-lo para dançar” e tropeçou com sua própria insignificância de líder de um movimento que mais representa a desordem e a baderna do que pessoas humildes e pobres procurando um teto para morar. Até os marqueteiros dos opositores do MITO não sabem mais o que fazer para desconstruir a excelente imagem cultivada por mais da metade do eleitorado brasileiro. Por fim, esse 1º debate foi paupérrimo em ideias. Só Jair Bolsonaro quem conseguiu arrancar da plateia aplausos com suas convincentes declarações. Ele literalmente “mitou” ao ter a audácia de falar na frente de todos que:
"Se gasta muito pouco, levando-se em conta o que se gasta no ensino superior. Se gasta muito pouco no ensino básico."  Referindo-se a questão de cotas nas universidades e dos piores resultados dos últimos anos no PISA. Houve um silêncio icônico que até o próprio Boechat ficou a pensar: “de onde esse cabra conseguiu sacar essa brilhante afirmação?” Parecia que o Alckmin não tinha onde enfiar a cabeça de tanta vergonha!
Certamente o MITO que eminentemente foi técnico em seus posicionamentos, conseguiu nos momentos finais plantar uma boa semente no coração do eleitor e isso é uma unanimidade na roda de grandes jornalistas que acompanharam de perto o evento. E do jeito que a coisa tá indo, arrisco-me dizer que até os grandes e renomados marqueteiros João Santana e Duda Mendonça vão ter que fazer recall para atualizarem seus pífios e ultrapassados conceitos! Quem aposta?

ERRY JUSTO
Radialista e Jornalista.

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