quarta-feira, 16 de maio de 2018

Drone mais caro a salva-vidas: Veja as novidades da Droneshow 2018

Maior feira do setor da América Latina, evento reúne as grandes novidades do mundo dos drones. DroneShow acontece até o dia 17

São Paulo, maio de 2018 – A DroneShow, maior feira do setor na América Latina, atraiu no primeiro dia centenas de pessoas interessadas em conhecer as novidades e lançamentos do mercado. Reunindo 52 expositores, a feira trouxe o que há de mais moderno e atual no setor. Entre os destaques do primeiro dia da Feira foram os drones capazes de fazer reconhecimento facial; o de resgate na água; o drone mais caro do evento, que custa a partir de US$ 100 mil; e o de delivery. A DroneShow vai até amanhã, 17, no Centro de Exposições Frei Caneca, em São Paulo. Para mais informações: www.droneshowla.com.


DRONE MAIS CARO


Você sabia que um drone pode chegar a mais de R$ 100 mil? É o que mostra a empresa Dahua Technology que trouxe para o evento um drone com sensores e câmeras 4K. Dependendo da tecnologia acoplada a ele, o valor por ser bem maior. Esse tipo de equipamento pode ter várias aplicações: resgate de emergência, prevenção a fogo em florestas, bases navais, patrulha florestal, reconhecimento facial, supervisão de trânsito, energia eólica, segurança e muito mais.

DRONE COM RECONHECIMENTO FACIAL

A Black Bee Drones, formada por estudantes da Universidade Federal de Itajubá, chamou a atenção dos visitantes da DroneShow com um drone que faz reconhecimento facial. Com um aparelho autônomo de filmagem é possível aplicar essa solução utilizando um algoritmo para focar em uma pessoa específica. O público também poderá ver uma forma alternativa para controlar o drone: a aplicação de resposta a estímulos sonoros. “Nesse caso, o computador de solo, onde está rodando o sistema, identifica uma frequência específica que dispara algum comando para o drone. Essa aplicação também pode ser usada com drones de segurança que executam uma missão após o sistema identificar o som de um alarme, por exemplo”, detalha Caíque Duarte, capitão geral da equipe. Como os drones estão cada vez mais equipados, o sistema de prevenção de colisão revelará que, alguns aparelhos como o Phantom 4 e o Mavic Pro, ao voar para a frente contra a parede, por exemplo, ele deverá, de forma autônoma, recuar e evitar a colisão. A Black Bee Drones participa de várias competições, como a International Micro Air Vehicle Competition and Conference (IMAV), na qual conquistou a quarta colocação na categoria Outdoor, realizado em Toulouse, na França, ficando atrás somente das equipes da Alemanha, Singapura e China.

DRONE QUE FAZ ENTREGA DE MEDICAMENTOS


Com o objetivo de entregar medicamentos, a empresa SMX desenvolveu um drone para delivery. Para isso, utiliza um hexacóptero e um programa desenvolvidos pela marca nacional SMX Systems. A promessa é que o aparelho e a carga sobrevoem uma rota de 500 metros com velocidade máxima de até 32 km/h. A altitude deve ser de 15 metros. Para fazer a entrega dos medicamentos, a SMX utiliza o drone SMX-DLV-1 com um software instalado para receber as coordenadas de origem e destino do delivery. Logo após decolar com a rota pré-programada, a empresa responsável pela simulação afirma que é possível monitorar todo o trajeto em tempo real com a ajuda de uma câmera acoplada no equipamento. De acordo com a SMX Systems, a tecnologia que será usada na primeira simulação oficial pode ser útil em áreas de risco ou de difícil acesso. É possível ainda auxiliar na área da saúde com entregas de emergência em hospitais e regiões distantes.

EQUIPAMENTO QUE FAZ RESGATE NA ÁGUA


A Guarda Civil de São Paulo mostra durante a DroneShow um equipamento criado pela empresa gaúcha SkyDrones: um drone com sistema de resgate SARtube (com boia auto inflável e software de aproximação e lançamento automáticos). O equipamento já foi testado na Represa Guarapiranga durante o lançamento da Operação de salvamento com drones no socorro às vítimas de afogamento. Ao identificar uma vítima de afogamento, os equipamentos de drones com boias salva-vidas acopladas, são direcionados até o local onde a vítima se encontra e, dessa forma, é acionado o dispositivo que solta o sistema de boias sobre a água para auxiliar no primeiro socorro à pessoa no momento do afogamento até a chegada do resgate. O O sistema utilizado é o SARtube (do inglês Search and Rescue – busca e salvamento), que pode ser acoplado a diversos tipos de drones e consiste de lançador e boia auto inflável, além do software pelo qual o aparelho se posiciona e lança automaticamente a boia, depois que o operador toca sobre a imagem da vítima no visor de seu controle. A boia infla logo que toca na água e serve de suporte para a vítima enquanto a equipe de resgate está a caminho. A principal vantagem é que a tecnologia pode ser instalada em drones menores e de baixo custo – no caso dos bombeiros brasileiros, modelos Phanton, da chinesa DJI.

Mais informações da DroneShow: www.droneshowla.com.

Por Antonio Junior

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